sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Marina de La Riva




Faz tempo que eu queria falar e mostrar alguma coisa sobre essa moça bonita e talentosa.

Marina de La Riva, nascida no Rio de Janeiro, em 7 de abril de 1973, filha de um cubano e de uma brasileira, faz uma mistura única e original de sons e ritmos dos dois países.

Vale a pena dar uma conferida no clássico Ta-hí! (Pra Você Gostar de Mim), autoria de Joubert de Carvalho, de 1930, imortalizado na voz de Carmem Miranda, mas com um toque todo especial na interpretação magistral de Marina de La Riva.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Apagão

Praia de Copacabana às escuras

Por volta de 22h15 desta terça-feira, 10, um blecaute atingiu o Distrito Federal e vários estados brasileiros, como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pernambuco, além da quase totalidade do território do Paraguai.

Ainda não se sabe o que provocou o apagão, mas, segundo informações, o problema pode ter sido registrado na Usina Hidrelétrica de Itaipu, onde 17 mil megawatts deixaram de abastecer a rede, o que teria ocasionado um efeito cascata.

Se o problema foi provocado por algum tipo de acidente ou até mesmo uma falha no sistema gerador de energia, isso tudo me faz lembrar o racionamento a que grande parte do país foi submetida alguns anos atrás, quando enfrentamos um verdadeiro colapso no setor energético, provocado, entre outros fatores, por:

Falta de investimentos no setor.

Aumento do consumo.

Escassez de chuvas.


Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, o apagão foi provocado pelo desligamento total da usina hidrelétrica de Itaipu e que o Operador Nacional do Sistema Elétrica (ONS) está tentando religar a usina e as linhas de transmissão que abastecem os estados. Em Itaipu, todas as 20 unidades geradoras de energia estão paradas.

Esta informação também havia sido confirmada mais cedo por um técnico do Operador Nacional do Sistema (ONS). segundo o técnico, o blecaute que atinge vários estados brasileiros foi provocado por falhas numa linha de transmissão do sistema interligado Sul-Sudeste. Essa linha, de 750 kilovolts (kv) saiu do sistema, possivelmente devido a raio ou ventos fortes. Como o sistema é interligado, por proteção, várias linhas de transmissão foram automaticamente desativadas, "como num efeito dominó", ratificou o técnico.

Vale ressaltar que a maior parte da energia elétrica produzida no país é proveniente de fonte hidráulica. E, justamente por isso, talvez pelo fato do Paraná ser auto-suficiente na geração de energia elétrica, o estado não foi seriamente afetado. Aqui em Maringá só aconteceram umas leves oscilações na luz, mas não uma queda propriamente dita.

Mais um detalhe: Diversos sites de jornais e de órgãos de informações nem estão abrindo em virtude dessa pane generalizada.

Aurora Boreal e Aurora Austral

Aurora boreal

Aurora austral

Se até hoje você só ouviu falar em aurora boreal (luzes do norte), e nunca em aurora austral (luzes do sul), saiba que são fenômenos ópticos que ocorrem próximos às regiões polares, nas áreas de altas latitudes, e podem ser observados nos céus noturnos, normalmente nos períodos de setembro a outubro e de março a abril, quando elétrons de carga elevada provenientes do vento solar interagem com elementos da atmosfera terrestre.

Quando as partículas carregadas emitidas pelas erupções solares chegam aos pólos, excitam átomos de gás na atmosfera, criando esse sensacional espetáculo de luz. Essas cortinas bruxuleantes de luz suave são em geral de um amarelo esverdeado, mas por vezes podem parecer de um roxo, violeta ou azul vívidos. As cores são determinadas pelos átomos com que as partículas solares colidem: a excitação do oxigênio produz luz verde, ao passo que o nitrogênio emite luz vermelha. É nos pólos que a aurora boreal é mais espetacular, porque partículas solares são varridas para lá pelo campo magnético da Terra e dirigidas então para a atmosfera ao longo das linhas de campo que entram ou deixam o planeta nos campos magnéticos.

Agora, se depois disso tudo você ainda está se perguntando sobre os motivos para que se fale tão pouco, ou quase nada, sobre a aurora austral, a explicação é mais simples do que a definição de como acontecem esses fenômenos: porque quase não há ninguém no Pólo Sul para presenciar a sua ocorrência.

Fonte de Consulta: “A Vida no Limite – A Ciência da Sobrevivência” (Frances Ashcroft)



Acima, outras duas belas imagens da aurora boreal

Mais uma da aurora austral

sábado, 7 de novembro de 2009

Blues Etílicos


Capa do disco Blues Etílicos IV, de 1991.

O Blues Etílicos não pode ser classificada apenas como uma banda brasileira de blues. Eles são muito mais do que isso, eles são a banda de blues.

Formado no Rio de Janeiro, o grupo tem 20 anos de estrada, possui um histórico invejável e conta com músicos de primeira em sua formação, como Flávio Guimarães (gaita), Greg Wilson (voz, guitarra e trompete), Pedro Strasser (bateria), Cláudio Bedran (baixo) e Otávio Rocha (guitarra).

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Blues Etílicos - O Louco da Cidade

Se você quer ter acesso à impecável e obrigatória discografia do Blues Etílicos, clique nos links abaixo e viaje na magia do blues.

http://www.lagrimapsicodelica.blogspot.com/2006/03/blues-etlicos.html

http://erawilson.blogspot.com/2008/05/blues-etlicos.html

http://piclesrock.blogspot.com/2008/05/blues-etlicos.html

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A economia do continente asiático



A atividade agropecuária e a exploração dos recursos naturais são fundamentais para a economia asiática, principalmente para os países subdesenvolvidos do continente.

Muitos desses países praticam a plantation e realizam a atividade agrícola com pouca tecnologia e mecanização.

Quanto à pecuária, essa atividade é exercida de forma extensiva, isto é, com o gado solto no pasto.

Já com a criação de aves em grandes quantidades, após o surgimento do vírus da gripe aviária, em 2004, levantou-se a questão da precariedade da saúde pública e da falta de assistência técnica como uma perigosa ameaça para a alimentação e a sobrevivência da população asiática.




A exploração e a industrialização dos recursos minerais têm um papel estratégico na economia dos países asiáticos.





A região do Oriente Médio responde por cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo.


O crescente interesse chinês no continente africano está diretamente relacionado à existência de jazidas minerais na África e também à voracidade dos asiáticos por recursos naturais e matérias-primas. Tudo isso como instrumento de sustentação para que se mantenham as constantes taxas de crescimento econômico registradas ano após ano na China.


Israel, Japão e Coréia do Sul são os países mais industrializados do continente asiático.

Esses três países se caracterizam por uma presença significativa de mão-de-obra especializada e também pelo uso intenso de tecnologia de ponta nas diversas etapas do processo produtivo, com destaque para os setores de informática, robótica, eletroeletrônicos e automobilismo.

Além desses, outros países vem se sobressaindo no decorrer das últimas décadas, tais como: Taiwan, Cingapura, Hong Kong, além da própria China e da Índia, Malásia, Tailândia, Indonésia e Filipinas.


Ásia: Urbanização e pressão sobre o meio ambiente



Apesar de a população asiática ser predominantemente rural, o continente também se caracteriza pela presença de áreas de gigantescas aglomerações urbanas.

Vale ressaltar que as grandes concentrações populacionais encontram-se nas áreas litorâneas ou nas regiões interioranas de planícies fluviais.

Esse crescimento desenfreado de muitas cidades asiáticas tem provocado a deterioração da qualidade das águas dos oceanos e rios do continente.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Produto global, jeitinho local

Eurodisney, em Paris.

Quiosque do Mc Donald's na entrada de um shopping center

A matéria que dá título a esta postagem foi extraída da Revista Exame e mostra que, muitas vezes, ao estabelecerem estratégias como forma de conquistar novos mercados, as empresas devem levar em consideração as particularidades inerentes a cada lugar.

É aquela história. Muitas transnacionais acama tendo que deixar de lado a padronização do consumo e partem em busca de uma forma de adaptação às necessidades e exigências do público a ser atingido, que contribua para dar credibilidade e uma maior aceitação à marca. Afinal, nem sempre o que é bom para um país se traduz em receita de sucesso para povos com costumes e culturas diferentes.

Publicado em 21 de março de 2006 pela Revista Exame

Silvana Mautone


Duas décadas após o advento da globalização, adequar bens e serviços aos mercados locais ainda é um desafio para as multinacionais.

A trajetória internacional da Disney mostra como pode ser árdua para uma empresa a tarefa de se aventurar por novos mercados. No final dos anos 90, o grupo americano que reúne de estúdios a parques cometeu uma sequência de erros com a inauguração da EuroDisney, nos arredores de Paris.

Tudo foi feito contrariando hábitos de consumo europeus: a venda de vinho era proibida nos restaurantes, as regras de vestuário dos funcionários eram rígidas demais e o preço das lembrancinhas nas lojas, exorbitante. O resultado é que a EuroDisney até hoje vem sofrendo ajustes. Em setembro do ano passado, o grupo inaugurou seu parque em Hong Kong. Disposta a acertar, a Disney carregou nas tintas locais: a personagem Mulan, inspirada numa lenda chinesa, ganhou tanto espaço quanto o Mickey Mouse, a praça de alimentação inclui uma casa de chá e até especialistas em feng shui, técnica chinesa de harmonização de ambientes, foram chamados para indicar o melhor lugar para as caixas registradoras. Deu certo? Também não. Apesar do excesso de zelo da Disney, o número de visitantes está abaixo do esperado.

Compreender as peculiaridades de cada mercado e encontrar a dose certa para acertar os ponteiros com as preferências regionais tornou-se um dos principais de safios enfrentados pelas multinacionais. Cerca de duas décadas depois de Theodore Levitt, da Harvard Business School, defender que a globalização levaria à padronização de produtos e serviços mundo afora, está ficando claro para as empresas que o gosto local é um fator cada vez mais determinante para o sucesso de suas estratégias mundiais. Surgiu até uma expressão para definir essa postura:
glocal. "As companhias globais estão aprendendo que adaptar suas marcas às características regionais é a melhor saída", afirmam George Day e David Reibstein, professores de marketing da Wharton Business School e autores do estudo Strategies for Building Successful Global Businesses ("Estratégias para construir negócios globais de sucesso"), promovido pela Wharton em parceria com o Insead. "Muitas vezes, essa adequação é a única saída possível." Foi o que aprendeu a KFC, antiga Kentucky Fried Chicken. Com 5.000 restaurantes nos Estados Unidos, a KFC descobriu que não conseguiria crescer no mercado internacional usando o modelo americano. Acrescentou o tempura a seu cardápio no Japão e croquetes de batata e cebola ao menu holandês. Hoje sua operação internacional conta com mais de 6.000 restaurantes.

"A capacidade de regionalizar-se converteu-se em vantagem competitiva para as empresas", afirma o economista José Paschoal Rossetti, professor da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte. Uma das principais razões é a força crescente dos mercados regionais - de onde deverá vir boa parte da receita das multinacionais daqui para a frente, segundo os especialistas. O crescimento da economia de países em desenvolvimento faz com que a disputa pelo consumidor se dê mais e mais no plano local, longe dos olhos da matriz. Além disso, de acordo com um estudo recente da consultoria Boston Consulting Group, a globalização levou o que há de mais novo em tecnologia e métodos de gestão às empresas nacionais, sejam elas grandes ou pequenas. Isso dá a essas companhias - que já têm a seu favor décadas de conhecimento sobre o consumidor e o mercado locais - força no confronto com concorrentes planetários. Até mesmo as críticas dos movimentos antiglobalização, segundo Day e Reibstein, da Wharton, estão complicando a vida das multinacionais e forçando-as a ampliar sua compreensão sobre a realidade de outros países.

No Brasil, é crescente o número de subsidiárias empenhadas em refinar suas estratégias de "tropicalização". Um caso clássico de correção de rota foi protagonizado pela americana Procter & Gamble. Nos anos 80, quando chegou ao país, a P&G lançou as fraldas Pampers Fases, modelo mundialmente inovador à época. Cara demais para o bolso brasileiro, a fralda encalhou nas prateleiras e causou um prejuízo superior a 65 milhões de dólares. Anos depois, a Procter lançou um modelo popular, a Pampers Uni, que agradou o consumidor e a colocou em condições de disputar a liderança do mercado. No ano passado, a subsidiária começou a produzir no Brasil um item que estava fora de seu portfólio mundial desde a década de 60: o sabão em barra. A decisão deveu-se a uma pesquisa que revelou o consumo desse tipo de sabão em nove entre cada dez lares brasileiros. "As características do país mostraram que era necessário voltar ao passado", afirma Pedro Silva, diretor de relações exteriores da Procter & Gamble.

Novos hábitos do consumidor brasileiro também levaram a rede de locadoras de filmes Blockbuster a rever sua estratégia. Em janeiro deste ano, os funcionários da empresa passaram a receber comissão sobre as vendas - algo inédito na multinacional americana. O objetivo é ampliar a venda de filmes em DVD e de aparelhos eletroeletrônicos, também disponíveis nas lojas. "O mercado de filmes mudou e hoje até drogarias vendem DVDs", afirma Marcos Vignal, vice-presidente da Blockbuster no Brasil. Atualmente a venda de produtos representa 36% da receita da rede. Com o comissionamento, a Blockbuster espera ampliar esse percentual.

Nos esforços de tropicalização, tão importante quanto produtos é oferecer serviços adequados às condições do país. A história da rede de hotéis Formule 1, da francesa Accor, é um exemplo. Referência em hospedagem econômica na Europa, o empreendimento no Brasil sofreu adaptações drásticas. Nos países europeus, os hotéis são instalados nas periferias das grandes cidades. Por aqui, tiveram de ser construídos em regiões centrais. Na Europa, o banheiro é coletivo - um para cada quatro dormitórios. "Nossas pesquisas deixaram claro que esse formato seria um fracasso no mercado brasileiro", diz Franck Pruvost, diretor de operações das marcas Ibis e Formule 1. A estratégia de adaptação funcionou. As unidades brasileiras do Formule 1 têm hoje uma taxa de ocupação de 78% - ante 59% do cinco-estrelas Sofitel.

A simples observação do fluxo dos clientes nas lojas pode dar origem a formas de comercialização mais adequadas à realidade local. Foi assim que surgiram os quiosques de sorvetes do McDonald's. O autor da idéia é o americano Greg Ryan, na época presidente da rede no Brasil. Ele percebeu que muitos consumidores entravam nas lojas não para comprar um Big Mac, mas sim para saborear uma casquinha. Hoje há 600 quiosques espalhados por corredores de shopping centers, ruas e conjuntos de prédios comerciais. A idéia foi mais tarde adotada em outros países da América Latina e também nos Estados Unidos.

Saber lidar com as peculiaridades da economia local é outro aspecto importante nas estratégias de regionalização das multinacionais. "Em países emergentes, combinar a venda de um produto ou serviço à concessão direta de crédito é um grande diferencial", afirma Stefano Bridelli, vice-presidente da consultoria Bain & Company. Bridelli explica que, se nos países desenvolvidos o próprio consumidor é quem vai atrás de financiamento nos bancos, em mercados emergentes essa função é assumida pelas empresas. Foi o que levou a Visa a oferecer o pagamento parcelado nos cartões de débito e de crédito no Brasil. "Tivemos de fazer isso para concorrer com os cheques pré-datados", afirma Eduardo Chedid, vice-presidente da Visa. Do total das vendas por cartões no país, 40% são de compras parceladas. A operação brasileira do Club Med trilhou um caminho semelhante. Os pacotes para os resorts nos 35 países onde a marca está presente são vendidos à vista. No Brasil, 60% dos pagamentos são parcelados no cartão de crédito. Desde a adoção do pagamento parcelado no cartão, em 2003, a taxa média de ocupação dos três resorts do Club Med no Brasil passou de 60% para 85%.

COMO “TROPICALIZAR”

As estratégias que as multinacionais devem seguir para adaptar seus produtos e serviços ao gosto local

ACOMPANHAR a atuação de concorrentes locais, incluindo os de pequeno e médio porte.
MANTER o comando da multinacional nas mãos de executivos locais, que conhecem melhor o consumidor.
PESQUISAR o nível de aceitação de produtos e serviços bem-sucedidos lá fora, mas ainda inexistentes no país.
ANALISAR não apenas a macroeconomia, mas seus efeitos diretos no bolso do consumidor.
CONSIDERAR a manutenção de marcas locais e regionais no caso de aquisição de empresas.
AVALIAR antecipadamente o lançamento de produtos que não fazem parte do portfólio mundial da companhia.