domingo, 22 de novembro de 2009

Hierarquia Urbana


O nível de influência que uma determinada cidade exerce sobre as demais é definido pela dinâmica dos fluxos de circulação de pessoas, informações, capitais, serviços e mercadorias.

A organização socioeconômica e espacial determina a formação de uma rede urbana e, consequentemente, o estabelecimento de uma hierarquia urbana.

Apesar do equívoco de normalmente se atribuir esse grau de relevância apenas às grandes cidades, o papel que cada cidade desempenha pode ser observado através do potencial econômico por ela desempenhado, seja pela oferta de negócios, assistência médico-hospitalar, eventos, lazer, turismo, educação, redes de transportes, sistemas de telecomunicações, entre outros fatores.

São Paulo

Vejamos um exemplo, de acordo com a classificação do IBGE: Um morador de Floresta (cidade local), situada na região metropolitana de Maringá (centro sub-regional 1), para cá se dirige em busca de atendimento médico-hospitalar. Não satisfeitas suas necessidades, é necessário que vá até Londrina (centro regional), onde será assistido por outro médico. Depois disso, é encaminhado para um especialista em Curitiba (metrópole nacional). E, se ainda assim, é preciso que seja realizado um exame mais minucioso, acaba tendo que se deslocar para São Paulo (metrópole global). Deu para entender?

Cidade do México

E para reforçar o que estou dizendo, vale a pena dar uma lida no texto de José William Vesentini, extraído de seu livro Geografia Geral e do Brasil, volume único (São Paulo. Ed. Ática, 2005).

O nível de influência que uma determinada cidade exerce sobre as demais é definido pela dinâmica dos fluxos de circulação de pessoas, informações, capitais, serviços e mercadorias.

A organização socioeconômica e espacial determina a formação de uma rede urbana e, consequentemente, o estabelecimento de uma hierarquia urbana.

Apesar do equívoco de normalmente se atribuir esse grau de relevância apenas às grandes cidades, o papel que cada cidade desempenha pode ser observado através do potencial econômico por ela desempenhado, seja pela oferta de negócios, assistência médico-hospitalar, eventos, lazer, turismo, educação, redes de transportes, sistemas de telecomunicações, entre outros fatores.

Vejamos um exemplo, de acordo com a classificação do IBGE: Um morador de Floresta (cidade local), situada na região metropolitana de Maringá (centro sub-regional 1), para cá se dirige em busca de atendimento médico-hospitalar. Não satisfeitas suas necessidades, é necessário que vá até Londrina (centro regional), onde será assistido por outro médico. Depois disso, é encaminhado para um especialista em Curitiba (metrópole nacional). E, se ainda assim, é preciso que seja realizado um exame mais minucioso, acaba tendo que se deslocar para São Paulo (metrópole global). Deu para entender?

E para reforçar o que estou dizendo, vale a pena dar uma lida no texto de José William Vesentini, extraído de seu livro Geografia Geral e do Brasil, volume único (São Paulo. Ed. Ática, 2005).

A urbanização de uma sociedade origina uma rede urbana, isto é, um sistema integrado de cidades que vai das pequenas ou locais às metrópoles ou cidades gigantescas. Como regra geral, para milhares de pequenas cidades, existem centenas de cidades médias e algumas poucas metrópoles.

As cidades locais ou pequenas influenciam ou polarizam as aldeias, os povoados e as demais áreas rurais vizinhas e, por sua vez, são polarizadas pelas cidades médias mais próximas. Mas todas elas sofrem a influência ou polarização das metrópoles, que comandam enormes regiões ou às vezes todo um espaço nacional e até internacional.


Uma rede urbana, dessa forma, é um espaço hierarquizado a partir da influência (econômica, política, cultural) ou da polarização que uma (ou mais) metrópole exerce sobre as demais e mesmo sobre o meio rural. E essa hierarquia, ou relações de comando e de influência, prossegue das cidades médias para as menores, e assim por diante.

Para existir uma verdadeira rede urbana, contudo, é necessária uma intensa urbanização, com industrialização. Países ou áreas pouco urbanizados e industrializados possuem redes urbanas precárias e mal constituídas. As redes urbanas são típicas dos países desenvolvidos e, em geral, são raras ou imperfeitas nos países do Sul, salvo poucas exceções.

Assim, existem áreas ou países do Terceiro Mundo que possuem boas redes urbanas, e tal processo cresce continuamente em grande parte do mundo subdesenvolvido. Uma verdadeira rede urbana pressupõe não apenas um grande número de cidades e de população urbana, mas também bons transportes e um intrincado sistema de fluxo (movimento) constante de mercadorias e de pessoas.


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