quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mapa Mudo Político da Ásia


Roteiro para realização de atividade com o mapa mudo do continente asiático:

1- Imprimir o mapa.

2- Identificar e numerar no mapa todos os países que compõem o continente asiático.

3- Dividir e pintar o mapa de acordo com a divisão regional estudada.

4- Criar uma legenda em cores (em ordem alfabética), obedecendo fielmente ao critério de regionalização estipulado, indicando os números correspondentes de cada país identificado, seus respectivos nomes e capitais.

5- As regiões asiáticas devem ser representadas da seguinte maneira: Oriente Médio, amarelo; Subcontinente indostânico, rosa; Sudeste Asiático, laranja; Extremo Oriente, verde; Centro-Norte, vermelho.


Sugestão de um visitante:

Oriente Médio, amarelo; Ásia meridional ou Sul da Ásia, rosa; Sudeste Asiático, laranja; Extremo Oriente, verde; Ásia Centro-Norte (Setentrional) ou Países da ex-União Soviética, vermelho.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

À sombra das goiabeiras em flor


Capa do livro Rua dos Artistas e transversais.


Capa do disco comemorativo aos 50 anos de Aldir Blanc.

Contracenando com Chico Diaz, no filme Praça Saens Peña.

A crônica que dá título a esta postagem e que reproduzo integralmente a seguir foi extraída do delicioso livro “Rua dos Artistas e adjacências” (depois rebatizado de “Rua dos Artistas e transversais”), do grande Aldir Blanc. Após ter sido publicada na edição do Pasquim de nº 341, é uma história que mostra o espírito despojado e sem frescuras do carioca e onde, mesmo que você não conheça o Rio, dá para perceber com toda a clareza a "evolução" em nome do progresso, as mudanças de comportamento (apesar de algumas coisas resistirem bravamente à passagem do tempo) e, o pior de tudo, a transformação sofrida por uma cidade que já foi muito mais maravilhosa do que já é.

Se você conhece o Aldir apenas por sua parceria com, o também brilhante, João Bosco, ou por ser um dos maiores letristas da música popular brasileira, vou pegar leve e só digo que você não sabe o que está perdendo. Mas, na pior das hipóteses, se você nunca ouviu o seu nome, eu lhe pergunto: Em que planeta você vive, cara pálida?

Pois bem. Deixemos de enrolação e vamos direto ao assunto.

Com a sua licença, mestre.

O feijão e as carnes ficaram de molho desde a véspera. As laranjas escolhidas, a farinha torrada, o limãozinho a postos, as cachaças – no plural, porque tem a boa pra batida e tem a purinha pra um minuto antes de cair de boca -, a pimenta, os engradados de cerveja... Engradados? Eram engradados, sim. Tu não ta lembrado porque a memória da classe média diminuiu junto com a queda do seu poder aquisitivo.

Domingo de Fla-Flu e a moçada se reunindo pra mais uma imortal feijoada. Chegava a ser um troço meio ritualístico, mas e daí? Que que o distinto tem contra um ritual que inclui cachaça, à sombra das goiabeiras em flor, piadas e mulher?

- Ô Anacleto, tira esse paletó!

- Manda o geleiro colocar as pedras no tanque com as cervejas.

- Seu Aguiar, tomei a liberdade de trazer uma caninha de alambique. É lá da minha terra, coisa fina...

E por aí afora... Era uma época, meus prezados, em que o – hoje chamado –
status de uma família era medido pelo esplendor da cascata de camarão nos aniversários, e não pelo fato de residir, comendo sanduíche de mortadela, num dos sala-pinico-e-fogareiro do Edifício Struvenga du Marquis de Sade, com jardins de isopor e chafariz de acrílico, vendo-se na entrada a pitoresca escultura da cabeça do referido marquês (ou da struvenga dele). Resumindo: os Sérgios Dourados da vida ainda não haviam começado (justiça seja feita: com a prestimosa colaboração das autoridades!) a destruir o corpo e a alma do Rio.

Recadinho: cume, ô católicos? Vamo reagir que agora foi com a alma. Se o corpo sifu, não há problema – contanto que não seja o de vocês – mas eu pergunto: e a alma? E A ALMA, POMBA?

Onde é que eu tava mesmo?

- Com a boca cheia de cabelo!

Pois é. Num domingo de feijoada e Fla-Flu, os homens tavam sentados nuns bancos verdes que ficavam embaixo das goiabeiras e, enquanto a batidinha escorregava,, o Penteado, tremendo gozador, sugeriu:

- Vamos eleger a mulher ideal!

Todos acharam a ideia encantadora, menos o Anacleto, que continuava de paletó:

- Essa brincadeira... conheço meu gado... a Heronda é uma leoa.

De fato. Com espessos cabelos avermelhados, grossas sobrancelhas, indisfarçável buço e pelos nas pernas robustas, a Heronda lembrava um pouco o mamífero acima. E morria de ciúmes do Anaca, apelido posto, carinhosamente, pela própria.

- Deixa disso, Anacleto. E tira esse paletó, rapaz...

Penteado organizava:

- A gente vai pegando uma parte de cada uma. E tem o seguinte: eleição livre, voto direto!

Dá uma nostalgia, né?

Tio Odorico, meio afoito, abriu o marcador:

- As coxas da Renata Fronzi!

Meu avô, com a gravidade que o momento exigia do chefe da casa, sugeriu:

- A voz da Ísis de Oliveira.

Alguém, após cuspir um carocinho de limão, perguntou:

- Não vai ter nada da Virgínia Lane? Que que tua acha, Anacleto?

- Sei lá... essa brincadeira... a Heronda... sei lá...

Um grande momento da votação: a bunda. Meu primo Esmeraldo, conhecido pelas domésticas da Penha como Simpatia-é-quase-Amor, pigarreou e lascou:

- Olha, pessoal... Eu não sei se vocês vão achar meio fora de jogada, mas pra bunda eu voto, com todo o respeito, na arrumadeira aqui da casa, a Maria Luísa.

Verdadeira aclamação. O pai do Esmeraldo não se conteve:

- Tô orgulhoso de você, meu filho. Deus é testemunha de que...

Parou a frase no meio, com certeza embaraçado de tomar o Santo Nome num assunto – pra sermos precisos – tão bunda.

E a brincadeira foi em frente. Quando a mulher tava prontinha, com os seios da Isolda (que morava em frente), o umbigo da Isa Rodrigues, tudo certo, o Penteado lembrou:

- Pô, esquecemos do rosto!

Justamente no rosto, o Anacleto, já sem paletó, não agüentou. Era doido pela Eliana. Dizia mesmo que “era incrível ela topar aquela múmia”, referindo-se ao Renato Murce, que acabava pagando o pato. Depois de um grande gole, falou grosso:

- Deixa comigo, o rosto é comigo!

- Rosto de quem, Anaca?

Era a Heronda, de mãos nas cadeiras, cabelos e pelos já se eriçando, mais leoa do que nunca.

Anacleto matou no peito, suspirou e chutou:

- Rosto... Em matéria de rosto, eu fico com o do Belini.

E levantando-se, à sombra das goiabeiras em flor, guimba de Astória no canto da boca, fez o convite, olhando pra dentro do copo:

- Senta aqui, nega. A gente tá brincando de viado.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Diversidade Cultural e Religiosa na Ásia


Como a minha ausência no decorrer dos últimos dias me deixou em situação de dívida com os meus alunos e visitantes, volto para dar continuidade à série de postagens sobre a Ásia - mesmo que de forma breve -, mais especificamente sobre os aspectos populacionais do continente.

Diversas línguas e dialetos são falados no continente asiático. Entre eles, destacam-se: o mandarim (chinês), o hindi (falado por 70% dos indianos), o árabe, o japonês, o inglês e o eslavo (Rússia asiática).

Muitas também são as religiões praticadas na Ásia: o islamismo, no Oriente Médio e na Ásia Central; o hinduísmo e o budismo, na Ásia Meridional e no Sudeste Asiático; o confucionismo, na China; o xintoísmo, no Japão; o cristianismo, praticado de forma esparsa por diversos grupos em todo o continente.




terça-feira, 20 de outubro de 2009

A População da Ásia


A Ásia é o continente mais populoso do mundo com 3,95 bilhões de habitantes (pouco mais de 60% da população mundial).

A China e a Índia são os países com as maiores populações de todo o planeta, somando atualmente mais de 2,3 bilhões de habitantes.



Políticas de controle demográfico:

O controle da natalidade é uma prática comum em muitos países asiáticos. Na China, o governo estipulou a norma de um filho por casal no meio urbano e dois no meio rural, caso o primeiro seja menina. Já na Índia, foram criados programas de conscientização e de planejamento familiar. Em ambos os casos o objetivo principal é a redução do crescimento demográfico.

O controle da natalidade na China é feito a partir da política do filho único, onde um casal só pode ter um filho. Com isso, as autoridades visam controlar o número de habitantes da China.


O problema se deve ao fato de as famílias chinesas preferirem os filhos homens, já que cabe a eles a obrigação de sustentar os pais na velhice, enquanto as filhas se afastam do núcleo original ao se vincular à família do marido. A preferência pelo sexo masculino é reforçada pela expansão do mercado de trabalho capitalista, que proporciona uma remuneração média mais alta aos homens que às mulheres, em contraste com o nivelamento salarial implantado pelo comunismo, em decadência. Também é comum mulheres fazerem uma seleção do sexo do bebê pelo pré-natal ou ultra-som, abortando no caso de ser uma menina ou abandonando-a logo após o parto.


Crescimento demográfico e desigualdades sociais:

Os fatores que colaboraram para o crescimento demográfico acelerado na Ásia foram:

• As elevadas taxas de natalidade.

• A redução dos índices de mortalidade, graças à melhoria das condições de higiene, ao maior acesso ao saneamento básico e também à ampliação do atendimento médico-hospitalar.

Por outro lado, a má distribuição de renda pode ser observada através dos expressivos indicadores de mortalidade infantil, na reduzida expectativa de vida, nos altos níveis de analfabetismo e também no modesto poder aquisitivo de grande parte da população asiática.

Os países que se destacam no aspecto positivo são Japão (Extremo Oriente) e Israel (Oriente Médio), onde quase que inexiste o analfabetismo.



Além de ser o maior continente do mundo, cinco dos dez países mais populosos do mundo são asiáticos (os outros são Estados Unidos, Brasil, Nigéria e Rússia).

Segue abaixo uma lista com as dez maiores populações de toda Ásia.

  1. China: 1.353.601.000 habitantes
  2. Índia: 1.258.351.000 habitantes
  3. Indonésia: 244.769.000 habitantes
  4. Paquistão: 179.951.000 habitantes
  5. Bangladesh: 152.409.000 habitantes
  6. Japão: 126.435.000 habitantes
  7. Filipinas: 96.471.000 habitantes
  8. Vietnam: 89.730.000 habitantes
  9. Irã: 75.612.000 habitantes
  10. Tailândia: 66.720.153 habitantes
Vale lembrar que a Rússia, país euroasiático, possui uma população de 138.739.892 habitantes. Apesar de a maior parte de seu território estar localizada na Ásia, não a inclui na lista acima porque é em sua porção europeia que se concentra seu maior contingente populacional.

Já a Turquia envolve uma situação bem peculiar. Mesmo com 93% de suas terras na Ásia e apenas 7% na Europa, sua população de 74.509.000 habitantes a colocaria como o 10º país mais populoso do continente.

Porém, se considerarmos que a sua maior e principal cidade, Istambul (a capital é Ancara), com 13.120.596 de habitantes, é a única de todo o mundo situada em dois continentes, da mesma forma que essa nação de localização estratégica vem passando por um processo de "ocidentalização", essas particularidades, que não significam um rompimento com os vínculos históricos com o Oriente, me fizeram optar não por deixá-la de fora da relação, mas sim considerá-la como um caso totalmente à parte de um país que se "moderniza" sem perder a sua identidade cultural.

  • População da Ásia: 4.227.067.000 habitantes.
  • Área: 43.810.582 km².
  • Densidade demográfica: 96,48 hab./km².
Atualizado em 04 de novembro de 2012

sábado, 17 de outubro de 2009

Narradores de Javé



Este filme foi uma excelente dica de uma colega da escola e não posso deixar de repassá-la pra vocês, principalmente porque aborda temas relacionados à Geografia, como, por exemplo, a questão da transformação do espaço e até mesmo o resgate da memória, seja ela escrita ou falada.

Apesar de ser um filme “antigo”, de 2003, o premiado Narradores de Javé, dirigido por Eliane Caffé, conta a história de uma pequena cidade fictícia que está prestes a sumir do mapa com a construção de uma usina hidrelétrica. Para salvá-la, os moradores de Javé só têm uma alternativa, contar a história do povoado como uma forma de transformá-la em Patrimônio da Humanidade.

A partir daí resta ao único habitante alfabetizado da cidade, Antônio Biá, interpretado pelo grande José Dumont, coletar depoimentos e passar para o papel tudo aquilo que possa servir para salvar Javé do desaparecimento que se faz eminente em nome do pogreço. E tome pitaco.

Narradores de Javé é o retrato de um Brasil repleto de contrastes, mas que não reconhece a si mesmo e, muito menos, as suas diferenças. É a cara de um Brasil que sonha em ser moderno, mas sem deixar de lado a sua verdadeira essência. Vivas ao cinema brasileiro!

video

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Generación Y


O blog da cubana Yoani Sánchez vem dando o que falar.

Os favoráveis à manutenção do regime na ilha a acusam de ser contra-revolucionária, enquanto os positores a Fidel a elegeram como um símbolo da luta por liberdade de expressão em Cuba.

Seu blog,
Generación Y, foi um dos mais acessados no mundo no ano passado e a última postagem, com data do dia 11/10, teve mais de 1650 comentários até o momento onde pude conferir.

Yoani é formada em filologia (com uma tese sobre a representação das ditaduras na literatura latino-americana), tem 34 anos e diz que a "geração Y" que dá título ao blog é aquela que, nascida durante a década de 1970, no auge da ascendência soviética sobre Cuba, está repleta de pessoas com nomes começados em Y, o que, para seus pais, teria uma sonoridade mais próxima do russo, apesar de que, a meu ver, também vejo essa denominação como uma espécie de brincadeira. A geração anterior, nascida nos distantes anos 60, foi apelidada como "geração X", e, num mundo em transformação, enfrentava os mesmos anseios e incertezas citados por Yoani.


E ela ainda afirma que, com o fim da União Soviética e a grave crise atravessada por Cuba na década de 1990, essa geração agora tem como rivais a falência de um sistema e a sua própria apatia perante às perspectivas futuras. Ela acrescenta que essa geração descrente só abriu os olhos para a política num momento em que tudo desmoronava, o que foi fortalecido pelo desengano e pela frustração enfrentadas por seus pais, que de defensores do sistema se converteram em críticos ferrenhos ao regime.

Pois é, concordando ou não com o que você encontrar, dê uma navegada por outros mares e aproveite que o blog pode ser lido em diferentes idiomas, inclusive o português.



Depois de publicar esta postagem, encontrei muita coisa que envolve a credibilidade quanto ao nome de Yoani Sánchez, inclusive a suspeita sobre as verdadeiras intenções por trás do Generación Y.

Se você quer saber mais sobre o assunto, dê uma conferida na matéria publicada no excelente blog Contexto Livre.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Islamismo pelo Mundo


Diversas fontes atestam que o islamismo, em termos proporcionais, é a religião que mais cresce em todo o mundo, arrebanhando algo em torno de 16% de fiéis a cada ano. A continuar tal ritmo de crescimento, algumas previsões chegam a afirmar que uma hegemonia muçulmana não é uma simples especulação, e sim uma questão de tempo.


Pensando nisso, procurei e encontrei o resultado de uma pesquisa recente bem interessante realizada pelo Pew Forum on Religion & Public Life, um Fórum estadunidense sediado em Washington DC, que tem como objetivo discutir questões de cunho religioso e de interesse geral.


O estudo denominado Mapping the Global Muslim Population (clicando no link você poderá visualizar um mapa com a representação dos dados coletados) revelou que 23% da população mundial são praticantes do islamismo e que há 1,57 bilhões de muçulmanos espalhados pelos mais diversos pontos do planeta, representando cerca de uma em cada quatro pessoas. Os seis países com o maior número de muçulmanos são os seguintes:

1- Indonésia (203 milhões)
2- Paquistão (174 milhões)
3- Índia (161 milhões)
4- Bangladesh (145 milhões)
5- Egito (78,5 milhões)
6- Nigéria (78 milhões)

Vale ressaltar que, a partir dos indicadores levantados sobre o total dos seguidores do Islã, entre 10 e 13% são muçulmanos xiitas e entre 87 e 90% são muçulmanos sunitas. A maioria dos xiitas (entre 68% e 80%) vive em apenas quatro países: Irã, Paquistão, Índia e no Iraque.



Nas duas fotos acima, a cidade sagrada de Meca

E aqui a cidade de Medina, outro ponto de peregrinação obrigatória para os muçulmanos.

domingo, 11 de outubro de 2009

Tigres, Novos Tigres e Novíssimos Tigres Asiáticos


A expressão Tigres Asiáticos é usada para se referir ao bloco econômico formado por Hong Kong, Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan (antiga Formosa). A denominação de “tigre” é dada em referência à agressividade destas economias, que na década de 60 eram relativamente pobres e possuíam certos indicadores sociais semelhantes aos de países africanos. A partir da década de 80, o perfil econômico dos Tigres Asiáticos começou a mudar significativamente; desta forma, passaram a apresentar grandes taxas de crescimento e uma rápida industrialização.

Em 1º de julho de 1997, Hong Kong volta à soberania da China, encerrando 156 anos de colonialismo britânico. Passa a se chamar Região Administrativa Especial de Hong Kong. Com a sua transferência - é o quarto mercado financeiro do mundo e o porto mais movimentado da Ásia -, a China amplia seu poderio econômico.


Novos Tigres

A partir da década de 70, o direcionamento da indústria eletrônica para a exportação de produtos baratos traz prosperidade econômica crescente e rápida para alguns países da Ásia. Dez anos depois, Malásia, Tailândia e Indonésia integram o grupo de países chamados Novos Tigres Asiáticos. Apesar da recessão mundial dos anos 80, apresentam uma taxa de crescimento médio anual de 5%, graças à base industrial voltada para os mercados externos da Ásia, Europa e América do Norte.


Petronas Towers, Kuala Lampur, capital da Malásia.


Novíssimos Tigres

Filipinas e Vietnã são outros países que passaram por um acelerado processo de industrialização nos anos 1980 e 1990, conseguindo superar a grave crise econômica que atravessaram no fim da década de 1990.

Em síntese, podemos dizer que as estratégias dos Tigres Asiáticos tiveram como foco, o mercado externo. Esses países passaram a produzir toda espécie de produtos para as nações desenvolvidas, assumindo um caráter totalmente exportador.


Manila, capital das Filipinas

Hanói, capital do Vietnã


Ainda sobre os Tigres Asiáticos, em virtude da sua grande oferta de mão-de-obra barata - aliada ao fator da preocupação das potências mundiais em relação à bipolaridade no contexto da Guerra Fria -, esses países atraíram uma enorme quantidade de investimentos externos.

Para corresponder aos interesses dos investidores externos, procuraram investir pesado em seus sistemas educacionais, uma vez que era necessário qualificar sua mão-de-obra. Outro elemento que reflete bem as suas posturas exclusivamente exportadoras é a inibição do consumo interno por meio de altas tarifas governamentais.

As críticas em relação a esses modelos se concentram justamente no caráter exportador adotado, uma vez que isso faz com que tais economias se tornem extremamente dependentes da saúde econômica dos países compradores dos produtos exportados.



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Música na Geografia

 
A música é um excelente recurso para ser aproveitado no ensino de Geografia.

Já aconteceu de encontrar questões de vestibulares que usaram letras de músicas que eu já havia trabalhado em sala de aula, como Paratodos, de Chico Buarque, e Parabolicamará, de Gilberto Gil, só para ficar nesses exemplos.

Nada melhor do que usar uma canção para ilustrar um conteúdo e fazer a ponte do que um determinado autor quis transmitir dentro do contexto histórico daquele momento.

A transformação do espaço, mudanças de valores ou de comportamento, relatos de um período. Seja o que for, a música conta e canta histórias.

Aqui no Paraná, na rede estadual, temos uma interessante ferramenta que é a chamada TV Pen Drive. Em vez de fazer uso do aparelho de som, uso a televisão mesmo. Geralmente pego o vídeo que me interessa no Youtube (para isso existem diversos programas para baixar e converter os clipes, como o atube catcher ou o vdownloader), transfiro-o para o pen drive e depois é só reproduzi-lo. Vamos combinar que, vivendo na era em que imagem é tudo, o simples fato de uma determinada canção poder "ser vista", certamente irá representar um atrativo a mais para os nossos alunos.


Segue abaixo uma relação com algumas músicas que, de acordo com a minha experiência pessoal, podem muito bem ser utilizadas para enriquecer o conteúdo a ser trabalhado (aos poucos vou me lembrando de mais e atualizando a lista).

Brasil:

Araketu - Balança, Brasil (sugestão da Professora Cida)
Ary Barroso - Aquarela do Brasil
Beto Guedes - Vevecos, Panelas e Canelas
Cazuza - Brasil
MPB 4 - Brasil de A a Z
Samba-enredo Império Serrano - Aquarela Brasileira (1964)
Seu Jorge - Brasis
Titãs - Aluga-se (de Raul Seixas)

Comportamento/ Sociedade:

Cazuza - Ideologia
Chico César - Mama África (sugestão da Professora Cida)
Gonzaguinha - É
Elis Regina - Redescobrir
Engenheiros do Hawaii - O Papa É Pop
Engenheiros do Hawaii - Somos Quem Podemos Ser
Engenheiros do Hawaii - Terra de Gigantes (sugestão da Professora Cida)
Ivan Lins – Desesperar Jamais
Jackson do Pandeiro - Chiclete com Banana
Legião Urbana - Geração Coca Cola
Legião Urbana - Índios (sugestão da Professora Cida)
Legião Urbana - Que País É Este?
Legião Urbana - Será
Noel Rosa - Com Que Roupa?
Noel Rosa - Conversa de Botequim
Noel Rosa - Século do Progresso
Noel Rosa - Três Apitos
Paulinho Moska - Último Dia
Plebe Rude - A Minha Renda
Raimundos - A Mais Pedida
Raul Seixas - Ouro de Tolo

Skank - A Cerca
Skank - Pacato Cidadão
Titãs - Comida
Titãs - Televisão
Ultraje a Rigor - Inútil

Wilson Batista - Bonde São Januário
Zé Ramalho - Admirável Gado Novo

Zé Ramalho - Estrangeirismo (sugestão da Prf. Elda)
Zeca Baleiro - Minha Tribo Sou Eu

Ditadura militar:

Caetano Veloso - Alegria, Alegria
Caetano Veloso - Tropicália
Camisa de Vênus - Simca Chambord
Charlie Brown JR - Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores)
Chico Buarque - Bye, Bye, Brasil
Chico Buarque - Cálice
Chico Buarque - Jorge Maravilha
Chico Buarque - Samba de Orly
Chico Buarque - Vai Passar
Chico Buarque & Milton Nascimento - Cálice
Don & Ravel - Eu Te Amo, Meu Brasil
Elba Ramalho - Canção da Despedida
Elba Ramalho - De Volta Pro Aconchego
Elis Regina - O Bêbado e a Equilibrista
Geraldo Vandré - Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores)
Gilberto Gil - Aquele Abraço
Os Incríveis - Pra Frente Brasil (Copa de 1970)
Ivan Lins - Abre Alas
MPB 4 - Pesadelo

Geopolítica:

Caetano Veloso - Fora da Ordem
Caetano Veloso - Podres Poderes
Capital Inicial - Mickey Mouse em Moscou (sugestão de Luiz Fabiano)
Mundo Livre S/A - Batedores (Resistindo ao Arrastão Global) - sugestão de Felipe

História:

João Bosco - O Mestre-Sala dos Mares
Raul Seixas - Eu Nasci Há Dez Mil Anos Trás

Meio Ambiente:

Beto Guedes - O Sal da Terra
Caetano Veloso - Terra
Chitãozinho & Xororó - Planeta Azul
Guilherme Arantes - Planeta Água
Legião Urbana - Angra dos Reis
Maria Bethânia - Purificar o Subaé
MPB 4 - O Cio da Terra
Secos & Molhados - Rosa de Hiroshima
Skank - Dois Rios (sugestão da Professora Cida)

Política nacional:

Chico Buarque - Injuriado (para FHC)
Chico Buarque - Pelas Tabelas
Lobão - O Eleito
Lobão - Panamericana (Sob o Sol de Parador)
Lobão - Presidente Mauricinho

Novas tecnologias/ Globalização:

Arnaldo Antunes - Longe*
Donga - Pelo Telefone
Gilberto Gil - Parabolicamará
Gilberto Gil - Pela Internet
Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Chico César e Lenine - O Mundo
Titãs - Disneylândia (sugestão do Professor Alexandre, de Telêmaco Borba, PR)
Tribo de Jah - Globalização (O Delírio do Dragão) - sugestão dos professores Elda e Tales Felix
Zeca Baleiro - Kid Vinil
Zeca Baleiro - Samba do Approach

População brasileira:

Arnaldo Antunes & Chico Science - Inclassificáveis
Lenine - Jack Soul Brasileiro
Maria Rita - Cara Valente (vídeo)
Martinho da Vila - Salve a Mulatada Brasileira
Samba-enredo da Mangueira - 100 Anos de Liberdade (1988)
Samba-enredo da Unidos de Vila Isabel - Kizomba, Festa da Raça (1988)

Portugal:

Chico Buarque - Tanto Mar
Ivan Lins - Um Fado
Kleiton & Kledir - Vira, Virou
Pedro Abrunhosa - O Que Vai Ser de Mim
Sérgio Godinho - O Grande Capital
Sérgio Godinho - Liberdade
Trovante - Travessa do Poço dos Negros
Zeca Afonso - Canção do Desterro
Zeca Afonso - Grândola, Vila Morena

Transformação do espaço/ Espaço brasileiro:

Adoniran Barbosa - Abrigo de Vagabundo
Adoniran Barbosa - Despejo na Favela
Adoniran Barbosa - Saudosa Maloca
Alcione - Rio Antigo (Como Nos Velhos Tempos)
Caetano Veloso - Sampa
Daniel - Meu Reino Encantado (sugestão do Professor Alexandre, de Telêmaco Borba, PR)
Elba Ramalho - Nordeste Independente (sugestão da Professora Cida)
Elis Regina - Querelas do Brasil
Luiz Gonzaga - Estrada de Canindé (sugestão da Professora Carla Regina)
Milton Nascimento - Notícias do Brasil (Os Pássaros Trazem)
Milton Nascimento - Para Lennon e McCartney

Questão social:

Belchior - Fotografia 3X4 (sugerida)
Caetano Veloso & Gilberto Gil - Haiti (sugestão de Wildes Andrade)
Chico Buarque - Assentamento
Chico Buarque - Brejo da Cruz
Cidinho e Doca - RAP da Felicidade
Farofa Carioca - A Carne
Chico Buarque - Construção
Chico Buarque - Cotidiano
Chico Buarque - Pedro Pedreiro
Chico Buarque - Pivete
Chico Buarque - Quem Te Viu, Quem Te Vê
Chico Buarque - Subúrbio
Djavan - Serrado (com S mesmo)
Farofa Carioca - A Lei da Bala
Gaúcho da Fronteira - Herdeiro da Pampa Pobre (também interpretada pelos Engenheiros do Hawaii)
Gonzaguinha - Comportamento Geral
Luiz Gonzaga - Asa Branca
Luiz Gonzaga e Gonzaguinha - Triste Partida (sugestão do Professor Alexandre, de Telêmaco Borba, PR)
Marisa Monte - Segue o Seco
Martinho da Vila - O Pequeno Burguês

Mc Marcinho - RAP do Silva
MV Bill - Contraste Social
Neguinho da Beija Flor - Problema Social (que também pode ser encontrada na voz de Seu Jorge)
Os Paralamas do Sucesso - Alagados
Plebe Rude - Proteção
Racionais MC´s - Fim de Semana no Parque (e muitas outras)
Skank - Los Pretos
Skank - Nômade

Andei dando uma mexida nas músicas, acrescentei algumas e criei uma lista de acordo com os temas por mim escolhidos.

Confesso que tive uma certa dificuldade em estabelecer critérios de classificação e de criar títulos para os respectivos temas, onde cada música pudesse ser encaixada. Pode até acontecer de uma determinada canção ser usada em mais de um assunto, como é o caso da mais geográfica de todas, “Sobradinho”, que tanto poderia entrar na “Transformação do espaço” quanto no “Meio ambiente”.

De resto, como a minha intenção foi apenas de dar algumas ideias, cada um de vocês pode (e deve) fazer as adaptações e mudanças desejadas.

Pra terminar, qualquer pergunta ou sugestão é sempre bem vinda. 

Espero que gostem!

Os Paralamas do Sucesso - Alagados

Maria Rita - Cara Valente

No clipe acima, não é a música, e sim o vídeo em si que merece destaque e é ótimo para se falar sobre a diversidade da população brasileira.


*Composição de Marcelo Jeneci, Arnaldo Antunes e Betão Aguiar, cuja gravação também pode ser encontrada no primeiro disco do Jeneci. O curioso desta canção, que além de ser lindíssima, é a forma como os autores brincam com a letra, fazendo uso de elementos tão presentes nos dias atuais, como celular, e-mail e satélites, para destacar o seu isolamento (coisa que a gente diz, na Geografia, que não cabe mais no mundo de hoje) e a distância da sua amada.

Longe

Onde é que eu fui parar
Aonde é esse aqui
Não dá mais pra voltar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…

Onde é esse lugar
Aonde está você
Não pega celular
E a Terra está tão longe…
Tão longe…

Não passa um carro sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo notícias de onde eu estou

Nenhum e-mail chegou
Nem o correio virá
E eu entre quatro paredes, sem porta ou janela pro tempo passar

Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado no vácuo de um quarto no espaço sem fim

Aonde está você
Por que é que você foi
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe…
Tão longe…

Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…


Atualizado em 12/11/2012

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Brasil tem 3 fusos horários


Através da aprovação do projeto de lei nº 11.662, de 24 de abril de 2008, desde a zero hora de 24 de junho de 2008 passaram a vigorar no Brasil 3 (três) fusos horários.

A medida foi adotada como forma de reduzir o fuso horário do Acre e de parte dos estados do Amazonas e do Pará, fazendo com que a diferença em relação ao horário oficial de Brasília caia de duas para apenas uma hora, o que também possibilita uma maior integração com o sistema financeiro do restante do país, além de dinamizar o sistema de comunicações e o transporte aéreo.


Vale lembrar que o Brasil está situado a oeste do meridiano de Greenwich (longitude 0º) e, com a mudança realizada, passou a compreender três fusos horários, variando de duas a quatro horas a menos que a hora do meridiano inicial, o meridiano de Greenwich. O primeiro fuso (30º O), que abrange as ilhas oceânicas, tem duas horas a menos que a GMT (Greenwich Mean Time, ou Tempo Médio de Greenwich). O segundo fuso (45º O), o horário oficial de Brasília, é três horas atrasado em relação à GMT, enquanto que o terceiro fuso (60º O) tem quatro horas a menos que a GMT.

Fusos horários brasileiros:

UTC-2: Arquipélago de Fernando de Noronha e a Ilha de Trindade;

UTC-3 (Horário de Brasília): Regiões Sul, Sudeste, Nordeste, os estados de Goiás, Tocantins, Pará e Amapá e o Distrito Federal;

UTC-4: Estados de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, do Amazonas, de Rondônia, de Roraima e do Acre.

UTC - Universal Time Zone (Horário Universal, ou Tempo Universal Coordenado).

domingo, 4 de outubro de 2009

Picanha Virada


Deixando a modéstia de lado, reconheço que os meus dotes culinários são incontestáveis e muitíssimo apreciados, que o digam a minha mulher e filhas, maiores apreciadoras dos quitutes do Márcio.

E se ainda assim tem alguém que não está me levando a sério, basta olhar as fotos da picanha virada que fiz para o almoço de hoje, com direito à data, hora e água na boca, para comprovar a veracidade do que estou dizendo.

Tudo bem que a receita não tem mistério e o preparo da carne não exige nenhuma habilidade em particular, apenas uma certa sutileza na hora de fazer o corte da peça até o finalzinho, um pouco mais de cuidado na hora de virá-la ao avesso e o resto são detalhes.

O tempero e o recheio ficam a gosto do freguês.

Não quis inventar moda e só coloquei sal refinado (não muito), mas, em compensação, caprichei na mussarela, na linguiça calabresa e também no bacon pra dentro do bicho.

Já com o forno pré-aquecido, pus a picanha envolta em papel laminado, junto com um punhado de batatas para fazer companhia. Depois é só desembrulhar a carne, deixar mais um tempo para dar uma dourada e... Voilà!