Ontem comentei sobre como é bom
voltar para casa. E quanto a isso não tenho dúvidas. Maringá é a minha casa,
uma cidade que me recebeu de braços abertos e que aprendi a amar. Mas não
adianta, o Rio está no sangue. Lá é a minha terra e a minha identidade jamais
deixará de ser carioca. É o lugar onde aprendi tudo (ou quase tudo) o que sei e
gosto. Ou, como disse um funcionário dos Correios aqui em Maringá, ao
identificar a origem do meu sotaque, “o Rio é o Rio”.
Longe de mim querer fazer
qualquer tipo de comparação entre as duas cidades. Não tem o menor propósito. A
razão de estar falando sobre isso é simples. Em minha recente passagem pelo Rio
de Janeiro, fiquei imensamente feliz em poder constatar que a cidade está muito
mais tranquila, com as pessoas andando mais serenas pelas ruas, de um jeito que
há tempos eu não percebia.
Sem querer entrar em discussões mais abrangentes, é mais do que evidente que os
problemas estão muito distantes de acabar, mas pelo menos pude perceber que as
políticas de segurança pública parecem estar dando resultados.
Apesar de a matéria que reproduzo
a seguir, de autoria de Simone Avellar, ser de um ano atrás, o texto não perde
a sua atualidade e comprova que a queda dos índices de violência no bairro da
Tijuca, zona norte da cidade, após a implantação das Unidades de Polícia
Pacificadora (UPPs) nas diversas comunidades da região, é uma realidade.
Tijuca menos violenta pós UPPs
As últimas estatísticas
divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública mostram que dias melhores,
enfim, chegaram à Tijuca. O segundo semestre de 2010 - quando foram inauguradas
as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) de Borel, Andaraí, Formiga,
Salgueiro, Turano e Macacos - terminou com a diminuição dos principais índices
de criminalidade em relação ao mesmo período de 2009.
De julho a dezembro do ano
passado, ocorreram 11 homicídios na área da AISP 6, que compreende os bairros
Alto da Boa Vista, Andaraí, Grajaú, Maracanã, Praça da Bandeira, Tijuca e
Vila Isabel. No segundo semestre de 2009, 25 casos foram registrados - o que
aponta uma queda de 62,1% no número de assassinatos no período pós UPPs. Os
latrocínios (roubos seguidos de morte) também tiveram uma redução significativa
(40%), diminuindo de 5 casos nos últimos seis meses de 2009, para 3 no mesmo
período de 2010.
Junto à redução do número de
homicídios e latrocínios, os roubos de veículos e a transeuntes - que são os quatro
índices monitorados pelo sistema de meta da segurança pública - também
apresentaram queda no período de julho a dezembro de 2010. No caso dos roubos
de veículos, a redução foi de 62,1% em relação ao segundo semestre de 2009,
caindo de 556 para 211 registros do crime no mesmo período ano passado. Já os
roubos a pedestres caíram de 1.563 para 1.290, representando menos 17,5%.
Segundo o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, mesmo sem
visar a redução dos índices criminais, a instalação de UPPs acabou impactando
as estatísticas por causa do maior número de policiais que chegaram à região.
- Em toda a Grande Tijuca, a UPP
acrescentou mais mil homens. Ou seja, mesmo que estejam designados para outra
função, o policiamento como um todo melhorou - explica.
Globo Bairros - 17/02/2011
Moyseis Marques - Nomes de Favela
E para mostrar que o Rio de Janeiro continua lindo, veja abaixo dois vídeos feitos por este que vos escreve, direto do Corcovado, que, por mais que eu suba, sempre me emociona.
Não é por nada, não, mas não custa pedir para que as falhas do cinegrafista sejam perdoadas. Afinal, pesando na balança, as fotos em si até que ficaram bem legais.
Pra me redimir de tamanha pretensão, Gal Costa numa interpretação magistral de "Samba do Avião", do grande Tom Jobim.
Pra me redimir de tamanha pretensão, Gal Costa numa interpretação magistral de "Samba do Avião", do grande Tom Jobim.


Que bom Márcio, que as coisas estão melhorando no Rio, afinal a cidade maravilhosa é um dos cartões postais do Brasil. A gente sempre tem um apego diferenciado à nossa terra natal, não é mesmo? Assim como você, também sinto saudades da cidade onde nasci. A diferença entre nós é que você nasceu em uma grande cidade, uma metrópole, e se mudou para outra, não tão grande quanto a primeira, mas também muito grande. Eu, nasci em uma pequena cidade aqui do Paraná, Enéas Marques, e hoje vivo em uma menor ainda, Porto Barreiro. Porém, gosto das duas, e não me vejo morando em uma metrópole ou coisa assim, prefiro mesmo o interior.
ResponderExcluirGadomski,
ResponderExcluirApesar de todo o meu amor e apreço pela minha terra natal, assim como você, não me vejo morando mais numa metrópole. Não tenho mais o pique para aquele ritmo de vida tão intenso, a não ser para passear e matar as saudades.
Já se foi o tempo que interior era sinônimo de isolamento e provincianismo. Hoje você tem acesso a praticamente tudo, mesmo em lugares mais distantes.
Um abraço!