A falta de espaço é um sério
problema no Japão. Em um país com uma população predominantemente urbana, de
quase 130 milhões de habitantes, e com uma área de apenas 378 mil km², a
questão da ocupação das áreas urbanas é um desafio que mexe com a criatividade
de arquitetos e urbanistas, mesmo que a tendência de verticalização das cidades
seja um processo inevitável e irreversível.
Da mesma forma que o relevo
montanhoso e a pequena extensão territorial da Terra do Sol Nascente também dificultam o aproveitamento agrícola
do solo nas poucas terras disponíveis, nas cidades a questão da habitação é um
agravante a mais para quem não quer morar muito longe do trabalho.
No caso específico da enorme e
valorizada Tóquio, a capital japonesa, uma cidade com todo o seu tamanho e
importância recebe um fluxo diário extremamente significativo de pessoas
provenientes de regiões até relativamente distantes.
Por mais que o sistema de
transporte japonês seja eficiente e abrangente, esse constante movimento
populacional em direção ao centro econômico do país deu origem a um curioso
conceito de hospedagem, que são os chamados hotéis cápsulas.
Hotel da rede 9Hours, voltado para um público mais seletivo
Se proliferam pelas mais diversas
partes do mundo hotéis destinados a satisfazer as necessidades básicas de viajantes
ocasionais, muito além da concepção de turismo de negócios, um hotel cápsula
oferece acomodações baratas, sem nenhum tipo de capricho, para quem não deseja
gastar muito ou perder tempo em longos deslocamentos.
Confira os vídeos.
Para melhor entender sobre a
elevadíssima densidade demográfica do Japão, leia mais na postagem intitulada Diferença entre populoso e povoado.


Deveria ser intitulado Hotel Colméia e não cápsula.
ResponderExcluirGostei da observação!
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